Mioma gigante de mais de 10 kg é removido no Hospital Central de Nampula

Mioma gigante de mais de 10 kg é removido no Hospital Central de Nampula
🏥 SAÚDE · MOÇAMBIQUE

Médicos removem mioma com mais de 10 quilogramas no útero de uma mulher em Nampula

Cirurgia de alta complexidade no Hospital Central de Nampula devolve esperança e qualidade de vida a paciente que convivia com tumor há 40 anos.

Uma equipa de cirurgiões do Hospital Central de Nampula removeu um mioma uterino com mais de 10 quilogramas de uma mulher que convivia com o tumor há quatro décadas. A operação, considerada uma das maiores do género na unidade sanitária, foi a única forma de garantir a sobrevivência da paciente.

📌 Estado grave e transferência urgente

A paciente deu entrada na maior unidade sanitária do norte do país em estado grave, após ser transferida do Centro de Saúde de Nacarao. A região abdominal da mulher estava severamente comprometida pelo peso da massa, que distendia o abdómen a níveis extremos, dificultando a respiração, a alimentação e até a locomoção. Há quatro décadas que ela convivia com o crescimento progressivo do tumor, sem ter tido acesso a tratamento especializado.

⚕️ Cirurgia de alta complexidade

A operação, liderada pela Dra. Susana Chiguinhene, durou várias horas e exigiu preparação meticulosa devido ao risco hemorrágico e à compressão de órgãos adjacentes. A equipa médica conseguiu extrair o mioma por completo, preservando ao máximo a integridade da paciente. "Foi um procedimento desafiador, mas a nossa equipa está treinada para estas situações. O importante era salvar a vida e devolver dignidade a esta mulher", declarou a cirurgiã.

💡 O que é um mioma? O mioma uterino é um tumor benigno que se desenvolve na parede do útero. Embora comum em mulheres em idade fértil, raramente atinge tamanhos tão excepcionais. Quando isso acontece, pode causar dores intensas, hemorragias, compressão de órgãos e complicações fatais.

📏 Um dos maiores já registados

Pelo seu tamanho excepcional, o tumor é considerado um dos maiores alguma vez extraídos naquela unidade hospitalar em procedimentos ginecológicos. O peso superior a 10 quilogramas equivale, por exemplo, ao peso de um recém-nascido grande ou a uma criança de poucos meses. A dimensão da massa abdominal da paciente antes da cirurgia era comparável a uma gestação de termo múltiplo, o que agravava o seu estado geral.

“Após o sucesso da extração, a equipa médica mantém a paciente sob vigilância para assegurar que o processo de cicatrização e os cuidados pós-operatórios decorram sem complicações, devolvendo-lhe finalmente a qualidade de vida perdida ao longo dos últimos 40 anos.”
— Nota oficial do Hospital Central de Nampula

🩺 Recuperação e perspectivas

A paciente, cuja identidade não foi revelada, encontra-se em recuperação na enfermaria de ginecologia. Os médicos acompanham de perto os sinais vitais, a cicatrização da ferida cirúrgica e a função dos órgãos internos que estiveram comprimidos por tanto tempo. A expectativa é que, com o tumor removido, a mulher recupere a mobilidade, a capacidade respiratória e uma vida normal, longe do sofrimento silencioso que a acompanhou durante quatro décadas.

A Dra. Susana Chiguinhene fez questão de salientar a importância de procurar ajuda médica precoce: "Muitas mulheres, sobretudo nas zonas rurais, têm medo ou falta de informação. Os miomas são tratáveis. Quanto mais cedo o diagnóstico, menos complicações."

📢 Repercussão e alerta

O caso ganhou repercussão nacional e internacional, chamando a atenção para as condições da saúde ginecológica em áreas remotas de Moçambique. Organizações de saúde reforçaram a necessidade de campanhas de rastreio e educação para a saúde da mulher no norte do país. O Hospital Central de Nampula, que já realizou outras cirurgias complexas, vem se consolidando como referência no atendimento de casos de alta complexidade na região.

🏥 Hospital Central de Nampula · Referência no norte de Moçambique
Informações baseadas no comunicado oficial do Hospital Central de Nampula e na equipa médica liderada pela Dra. Susana Chiguinhene.
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